Segunda feira

Eu nunca quis tanto que uma segunda feira chegasse como eu quero que a próxima chegue.

Hoje é sexta feira, você está no trabalho, eu estou em casa, e sei que sentimos uma saudade imensamente recíproca. Fizemos uma coisa que ambos odiamos, que é conversar ao telefone, pra ver se essa saudade se acalma um pouco. E acalmou.

Você me traz paz. Mesmo de longe. Mas não vejo a hora de te sentir, seu toque suave e quente, seu beijo doce e calmante, seu abraço reconfortante que se encaixa no meu.

Logo eu que sempre gostei tanto de rotina tenho odiado! Mas a gente tem aprendido a driblá-la e conseguido nossas brechinhas de amor.

Você acabou de dar notícia, no seu intervalo, e me senti tão bem por conversar esse tiquinho com você! É incrível a capacidade que você tem de me fazer bem. Perto ou longe, você me faz bem.

Faço por você o que faço apenas com meus pais, conversar ao telefone. Só pra matar um pouco da saudade e aguentar até te ver. Seus áudios são todos salvos no telefone, pra me acalmarem nos momentos de saudade desenfreada. Mas gosto mesmo é da sua voz, principalmente quando é sussurrada ao pé do ouvido e me arrepia todinha.

Eu nunca quis tanto que uma segunda feira chegasse.

E a cada segundo ela parece que vai demorar mais! Pode isso?

Parece que a saudade faz isso, prolonga o tempo quando a gente tá longe, mas faz o tempo voar quando a gente tá junto.

Eu sei que quero segunda feira. Como jamais quis outro dia.

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